
O mar com seus encantos e recantos ao longo de suas praias é sempre motivo para qualquer pintor dele extrair inspiração para compor um trabalho. Estes recantos que temos em nosso vasto litoral, sempre emoldurados pela mata atlântica, com seu mar azul e barcos coloridos de pescadores, me levaram a pintar esta tela que, em 2005, foi escolhida para participar da VII Mostra Câmara Municipal de Curitiba, Curitiba, PR.
Para ilustrar este trabalho, transcrevo um poema de Mário Quintana, o poeta das coisas simples, que sempre foi despreocupado em relação à crítica, e segundo suas próprias palavras, faz poesia porque “sente necessidade”.
Canção de Barco e Olvido
Não quero a negra desnuda.
Não quero o baú do morto.
Eu quero o mapa das nuvens
E um barco bem vagaroso.
Ai esquinas esquecidas...
Ai lampiões de fins-de-linha...
Quem me abana das antigas
Janelas de guilhotina?
Que eu vou passando e passando,
Como em busca de outros ares...
Sempre de barco passando,
Cantando os meus quintanares...
No mesmo instante olvidando
Tudo o de que te lembrares.

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seu trabalho maravilhoso. me de uma dica a mistura de tinta para agua luz e sombra grato....................